abril 2011
Na lista de pré-selecionados ao Prêmio da Música Brasileira está um disco com músicas de Noel Rosa. "Noël" nasceu como um musical, e se transformou num disco de releituras de canções do poeta da Vila. Confira a seguir o bate-papo com o ator e cantor curitibano Marcio Juliano, idealizador do projeto.
O site do Prêmio da Música Brasileira está de cara nova e cheio de novidades! Por aqui, você descobre tudo sobre a premiação, como inscrever o seu álbum e como participar do concurso Vale Cantar Noel.
Navegue para conhecer mais Noel Rosa, o homenageado desta 22ª edição. E confira a lista dos músicos já pré-selecionados!
Aqui você também encontra os dias da turnê que levará shows com músicas de Noel Rosa a seis cidades brasileiras: São Luis, Carajás, Belém, São Paulo, Vitória e Belo Horizonte.
E ainda passeia por fotos e vídeos que contam a história da premiação. Faça uma viagem às edições anteriores: conheça cada detalhe das festas e dos homenageados: como o registro da primeira edição do prêmio, em homenagem a Vinicius de Moraes. Assista a vídeos em que Gal Costa e Djavan cantam na primeira cerimônia de entrega. E veja a apresentação doss acordeonistas Oswaldinho, Borghetti, Chiquinho do Acordeon e Dominguinhos, que tocaram juntos no prêmio em homenagem a Luiz Gonzaga.
E numa festa como essa não faltam personagens importantes na cultura brasileira. Como a 8ª edição, que reuniu nomes como Gal Costa, Alceu Valença, Claudia Raia, Chico Anysio na festa em homenagem à Elis Regina. Outros encontros marcantes: o tributo de Elza Soares e Miltinho a Jackson do Pandeiro na 11ª edição, e Ney Matogrosso e Paulinho da Viola na festa em homenagem a Ary Barroso. Já a 21ª edição reúne entrevistas com Dona Ivone Lara, a homenageada, além de imagens de quem esteve por lá, como Cauby Peixoto, Lenine, Zelia Duncan.
Não deixe de conhecer e relembrar os grandes momentos e de se preparar para mais uma edição da maior festa da música brasileira!
Confira a seguir o bate-papo com o músico Mu Chebabi, que está entre os pré-selecionados ao Prêmio da Música Brasileira com o disco “Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”. Escute também “A Beth está chegando”, faixa do disco feita em parceria com Mano Melo.
A importância de estar entre os pré-selecionados
“Um amplificador. É a oportunidade de colocar uma luz sobre a crônica que eu faço. É uma oportunidade de falar para mais pessoas, e ajudar a colocar pra circular meu repertório, autoral, que tem uma linguagem original e pop. Tenho estado circulando na grande arena da internet, na finalidade de amplificar o meu trabalho. O Prêmio de Música ajuda muito a dar mais visibilidade e prestígio a minha produção”.
“Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”
“Foi uma seleção natural. Fui buscando o ponto, mostrando para os amigos e pedindo sugestões. Tem canções que são bacanas, mas quando são gravadas não acontecem. E vice versa. Tem a conta do álbum. Quantas e quais músicas. De 16 músicas, sobraram 11. Cinco caíram. Muitas vezes uma música derruba a outra. Sacrifica-se uma para que a outra exista plenamente. Pensando no tempo de atenção das pessoas.
É uma leitura, feita por um carioca da gema. O cenário é Copacabana. ‘Por 1,99’, uma canção praieira, que fala de amor usando a pirataria como metáfora. O Gringo, que conta a história de um alemão que veio morar no Brasil e ficou mais malandro que a malandragem. ‘A Beth Está Chegando’ em parceria com Mano Melo, que fala de uma dessas malucas que aparecem na vida da gente e a gente não troca por nada.
É uma lente de aumento sobre os tipos, sobre os estereótipos. O uso torto dos clichês. O humor flutuante da classe média. Uma crônica da minha cidade, do meu bairro, da minha rua. Zona Sul do Rio de Janeiro.
Por que o disco deve estar entre os finalistas
“Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa” é um álbum que fala do que eu conheço, do que eu vejo. Nunca, em hora nenhuma, tentei apontar caminhos, dar toques ou mesmo consertar o mundo. Seria um desserviço à humanidade. Não sou talhado pra isso. Meu serviço é olhar o mundo e depois inventar histórias com esses personagens.
O Prêmio da Música seria (e já está sendo de alguma forma) uma resposta à música que eu tenho feito todos esses anos. Uma resposta aos parceiros, ao meu investimento, uma resposta às noites arredondando palavras, mirabolando frases, experimentando notas, procurando roteiros. Às 1.000 rimas que foram para o céu das palavras e às 99 tentativas ruins por 1 boa canção.
O cenário independente
“Incentivo à criação. A poesia tem que andar. A música tem que ser experimentada. O público tem que ser testado pelas músicas. Tem que ter uns doidos no andar de cima, comprando o barulho dos doidos do andar de baixo. Tem que se entender que existem novos públicos, de novas músicas, e de novos costumes.
Os custos das produções têm que ser compatíveis com realidade que a internet está nos apresentando. Me parece que boas ideias têm que ser baratas também no mercado em que vivemos. Não existe mágica. A música independente procura um modelo de negócio que feche uma conta justa para as partes. Por hora, vender na internet a música, o CD físico, criar produtos que divulguem o artista e a banda, tudo isso junto pode ser um paliativo para esse nosso longo inverno, até que os tracks tenham um chassi que garanta os autores, os intérpretes e os produtores fonográficos”.
Uma música de Noel Rosa
“Fita Amarela. Pelo fato de não se saber aonde começa o humor e aonde acaba a tragédia enquanto a música tem uma tristeza discreta, propõe uma bagunça”.
Confira a seguir a entrevista com Marina de la Riva, que está entre os pré-indicados ao Prêmio da Música Brasileira.
Parte de uma nova geração de cantoras brasileiras, Luisa Maita está entre os pré-selecionados ao Prêmio da Música Brasileira com o seu primeiro disco, Lero-Lero, ao lado de artistas veteranos. A cantora falou sobre o trabalho, suas composições e a pré-seleção para o site. Aqui você também assiste ao clipe de ‘Alento’, uma das faixas do disco.
Lero-Lero
“Desde o começo tinha uma imagem daquilo que queria: uma atmosfera negra do samba, a energia do pop, o mistério da música nordestina e uma paisagem urbana eletrônica; foi como montar um quebra-cabeça”.
Composições
“O que digo nas composições é sempre pensando no que gostaria de conversar com as pessoas que moram aqui no Brasil; e o que gostaria de falar sobre a minha vida e a minha visão da vida daqui”.
Pré-indicação com disco de estreia
“Fui no ano passado ao Prêmio e acho que o respeito pela música brasileira permanece, diferente de outros prêmios. Em 2010 todos os meus ídolos estavam concorrendo, como Maria Bethânia, Alcione, então pra mim é uma honra mesmo”.
Por que deve estar entre os discos finalistas? Luisa defende
“O meu desejo maior é me comunicar com as pessoas comuns. Não faço música pra músico, gostaria que a minha música fosse cada vez mais a voz de várias pessoas.
No exterior ‘Lero-Lero’ foi considerado um disco brasileiro representativo e aqui a minha luta é que ele se torne cada vez mais popular”.
A música de Noel Rosa
“Uma que gostaria de cantar é ‘Século do Progresso’. Essa música fala muito sobre os dias de hoje, acho que Noel previu tudo o que iria acontecer com essa história de violência…
Outras duas que gosto muito são ‘Fita Amarela’ e ‘Feitiço da Vila’, que ouço desde muito nova e tenho bastante intimidade com elas”.
Paulinho Moska está entre os pré-indicados ao Prêmio da Música Brasileira com o seu trabalho duplo: os discos Muito e Pouco. O músico conversou com a equipe do site sobre o trabalho e a pré-seleção. Ainda contou qual a música que escolheria para gravar de Noel Rosa, o homenageado do ano. Confira a seguir os momentos da entrevista e aproveite para assistir “Sinto encanto”.
A pré-indicação
Pessoalmente, é uma grande felicidade, uma sensação de reconhecimento, uma resposta positiva, um estímulo, um eco bom, um reflexo bonito no espelho. Enfim, é uma honra, porque o Brasil é muito grande e a produção musical é imensamente rica.
A experimentação
Quando me tornei um artista independente, em 2005, a primeira coisa que pensei foi que deveria “desacelerar” minha vida. Eu tinha gravado sete discos em 13 anos, sempre com a sensação de estar me atropelando… Mas o contrato e o “timing” da gravadora era esse. Quando me vi sem prazos, pude experimentar mais. Nesses seis anos criei uma série de TV (o Zoombido, no Canal Brasil), gravei e lancei um DVD/Show/Documentário do disco anterior e viajei com os shows pelo Brasil e por alguns países da América do Sul. Acho que tudo isso está no repertório: a liberdade, a desaceleração, a canção e o encontro com a língua/artistas hermanos.
Os discos “Muito” e “Pouco”
Sugiro escutar o Muito e depois o Pouco, para experimentar o freio.
A recepção do público
A internet tem sido uma grande aliada porque podemos criar uma relação direta com o público e não depender somente dos meios de comunicação mais tradicionais como a TV e o jornal. Os shows têm lotado em todas as cidades e sei que as redes sociais foram importantes no “boca a boca”. É interessante ver que por se tratar de dois discos com atmosferas diferentes, o público também se divide. E eu adoro ler as opiniões distintas, mas de uma maneira geral, sinto que os discos agradam muito a quem se dispõe a escutar.
Por que deve estar entre os finalistas do prêmio
Muito Pouco é meu primeiro projeto criado totalmente independente. É uma fotografia dos seis anos que os separam do disco anterior. “Desaceleração” é o verdadeiro tema do Muito Pouco. Uma afirmação da canção simples, com rimas e refrões levados por melodias fáceis em oposição a esse mundo urgente, veloz, competitivo, voraz e violento de hoje. Se não desacelerarmos, a poesia não brota nem penetra. É tempo de contemplação.
Uma música de Noel Rosa, o homenageado da 22ª edição do Prêmio da Música Brasileira
Adoraria gravar o Gago Apaixonado… Acho maravilhoso o humor e a teatralidade dessa canção.
Os nomes dos pré-selecionados ao Prêmio da Música Brasileira já estão sendo divulgados aqui no site. É um momento de expectativa: a partir destas indicações, serão escolhidos os finalistas que concorrerão ao prêmio.
Para conhecer mais os pré-selecionados, o trabalho indicado e o que eles esperam, realizamos uma série de entrevistas. Abaixo, você confere o bate-papo com Teresa Cristina. Assista ainda a um trechinho do último trabalho da cantora, “Melhor Assim”. Aumente o som e curta!
“Oba! Acabei de saber por vocês! A alegria é imensa… Imagina, um prêmio desse quilate!”
A conquista do prêmio, na categoria revelação, em 2003
“A sensação é a de – literalmente – andar nas nuvens! Foi meu primeiro prêmio! Tenho ele na estante e a noite na memória.”
“Melhor Assim”: o disco e o DVD
“O repertório começou a ser selecionado a partir de minhas novas composições, das novas parcerias que foram surgindo: o encontro com o Arlindo, a parceria com o Edu Krieger. Junto a essas parcerias, ao separar as novas canções, vi que junto delas deveriam estar também compositores que fizessem parte da minha história. Já o DVD nasceu de uma vontade muito grande de trabalhar com a Samba Filmes, que me indicou, por exemplo, a Márcia Rubim para a direção de cena do DVD e a Mana Bernardes para a cenografia. No final das contas, montamos um grupo de mulheres entusiasmadas com o “Melhor Assim”. O título, inclusive, surgiu num de nossos encontros pré-gravação”.
Por que “Melhor assim” deve estar entre os finalistas, por Teresa
“A defesa que faria seria igual para todos os meus trabalhos já lançados: perdem-se no CD/DVD muitas horas de sono, ensaios, horas foram roubadas de um bebê de aproximadamente seis meses (idade da Lorena na época), mas também tive encontros musicais incríveis que enriqueceram o meu trabalho e – espero – a música brasileira. Com certeza, estar entre os indicados finais de um prêmio de tamanha grandeza já recompensaria todo o esforço!”.
Uma música de Noel Rosa, o homenageado da 22ª edição do Prêmio da Música Brasileira
“Filosofia. Sempre cantei essa música na noite e acho que ela equivale ao “Meu mundo é hoje”, do Wilson Batista. É mais que uma canção, é uma assinatura!”.