maio 2012


A forma que João Bosco toca violão é única. Seu estilo marcou a música brasileira. E feras da MPB que também têm o violão como marca registrada em sua música falam do talento do homenageado desta edição do Prêmio da Música Brasileira.

Confira a seguir as opiniões de Gilberto Gil, Yamandu Costa e Lenine sobre o inconfundível violão de João Bosco:

 

 


A primeira música gravada por João Bosco, em um encarte do jornal O Pasquim, em 1972, é também uma das canções emblemáticas da sua carreira. 'Agnus Sei', composta com Aldir Blanc, é o tema desta video aula. No vídeo, Bosco explica os acordes da música.

Assista a video aula de 'De frente pro crime'

Para ele, 'Agnus Sei' traz a aura barroca que o envolvia na época em que estudava em Ouro Preto. Ele conta como compôs a canção - por cartas e fitas cassete - com Aldir Blanc.

Além de ser a canção de estreia de Bosco, 'Agnus Sei' foi imortalizada na voz de Elis Regina. Nesta versão apresentada agora por Bosco, a música ganha uma introdução - pensada especialmente para Milton Nascimento, que a interpretou no álbum 'João Bosco - 40 anos depois'. 

Veja a partitura e baixe em alta resolução a primeira, segunda e terceira partes.

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Contagem regressiva para a noite do Prêmio da Música Brasileira. Nesta terça-feira, as apresentadoras Luana Piovanni e Zélia Duncan se encontraram para a prova de roupa. Junto com a figurinista Sônia Soares,  provaram nil e um looks para definir os modelos finais.

Não acabou  por aí: elas fizeram uma leitura de roteiro com Zé Maurício Machline, Giovanna Machline e Francisco Bosco, filho de João, que assina o texto.

237 Luana e Zelia na prova de figurino

238 Leitura do roteiro239 Leitura do roteiro240 Leitura do roteiro241 Leitura do roteiro242 Leitura de roteiro

 


Em razão das mudanças na lista dos pré-selecionados do concurso Vale Cantar João Bosco,  a direção do Prêmio da Música Brasileira informa que quatro candidatos foram desclassificados por não estarem de acordo com o regulamento.

Conforme o regulamento do Concurso Vale Cantar João Bosco, candidatos que tiverem CDs gravados não podem participar do mesmo (item 5 – II) e que dúvidas não previstas no regulamento serão julgadas caso a caso (item 40).

Os seguintes candidatos descumpriram o regulamento:

- Arthur Katuti de Freitas Vital lançou o CD  “A Rosa e o Girassol” (Rambling Records - 2010)

- Eduardo de Carvalho Salinas lançou o CD “Dudu Salinas” (Mills Redords – 1999)

- Karol Guaitolini lançou o CD “Eu, Ella e Elis” (2009)

- Luiza Lara Marques Santos foi a intérprete de todas as canções do CD “Voar sem fim”, de Gê Lara (2011).

Como a votação já havia começado quando Eduardo de Carvalho foi desclassificado, a direção do Prêmio decidiu não colocar um segundo participante em seu lugar para não prejudicar o processo seletivo.

Prêmio da Música Brasileira


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O concurso Vale Cantar João Bosco chega à reta final. Foram muitos vídeos enviados, e a turma fez bonito. Foram pré-selecionados dez concorrentes e esta etapa da disputa para chegar a grande final do concurso conta com voto popular.

Se você é um deles, fique atento às nossas sugestões para fazer campanha e conseguir muitos votos. Você pode ir para final e participar da grande festa da música brasileira, a noite de gala do PMB no Theatro Municipal do Rio de Janeiro!  

Conheça os pré-selecionados!

Anote as dicas:

1. Peça à mãe, pai, tios distantes, amigos e os amigos deles, pessoas na rua - ou seja, todo mundo - para votar no seu vídeo.  No boca a boca você conquista muitos votos. Saiba de cor o endereço do site: http://www.premiodemusica.com.br/

2. Reúna os seus amigos e faça um sarau temático com músicas de João Bosco. Aproveite para contar a todo mundo que está concorrendo ao prêmio – e dê uma caprichada na música que você gravou! 

3.  Faça uma campanha barulhenta em todas as redes sociais: poste no Twitter, no Facebook, Google +, MySpace... vale tudo. E não se esqueça do link! Nunca deixe de colocar o endereço da votação.

4. O Twitter é um ótimo espaço para divulgar seu vídeo. E comece a seguir a gente para ficar por dentro de tudo. Convide os seus amigos para visitarem a página da votação e o nosso Twitter - não esqueça de citar o @premiomusicabr para facilitar as buscas dos seus fãs. Aproveite e peça a todo mundo que votar em você para seguir a gente também e acompanhar de perto o resultado da votação.

5. Experimente abrir uma Twitcam, no Twitter, ou um Hangout, no Google +, para mostrar ao mundo que você arrasa nas músicas de João Bosco. Lembre-se sempre de dizer aos seus espectadores qual é o link para a votação. 

6. No Facebook, você pode colocar o logo do prêmio na sua timeline, fazer uma capa estilizada, e cooptar todos os seus contatos a votar. Curta a página do prêmio e aproveite para fazer sua campanha também por lá. 

7.  Será que os seus amigos conhecem a obra de João Bosco? Aproveite para, na hora de divulgar o seu vídeo, compartilhar outras músicas e informações legais sobre o músico.

8. Procure grupos, sites e blogs relacionados à música para fazer sua campanha.

9.  Faça um e-mail divulgando o seu vídeo e mande para os seus contatos. Porque nem todo mundo está nas redes sociais, e imagine se você deixa um fã desavisado?

10.  Seja criativo. Invente formas bacanas de chamar as pessoas a votarem no seu vídeo. Crie um slogan, um banner... 

Você já provou que sabe cantar João Bosco. Agora é a vez de mostrar que você tem criatividade e sabe vender seu peixe! Dedique tempo e se empenhe em divulgar seu vídeo. Falta pouco para chegar a grande final!


O concurso Vale Cantar João Bosco foi um sucesso! Após receber muitos vídeos de talentos de todo o Brasil, é hora de anunciar os pré-selecionados.

Nesta etapa, que vai até o dia 3 de junho, o público também participa da escolha. Por isso, mobilize o fã-clube, os amigos, a família: todos podem votar no seu vídeo!

A partir de segunda-feira, às 22h (horário de Brasília), será liberada a votação. Vote no seu vídeo preferido entre os pré-selecionados do Vale Cantar João Bosco. 

Além da votação popular, dois jurados do Prêmio da Música Brasileira participam da escolha dos três finalistas, que serão anunciados no dia 6 de junho. Os indicados participam da luxuosa cerimônia do Prêmio da Música Brasileira, no dia 13 de junho. Com a chance de ganhar o prêmio!

Confira os nomes a seguir. E vote! Muito!

Fabricio Roberto da Silva


Gustavo Henrique Pinto  


Luciane Tereza Alves Ferreira  


Luciene de Castro Cavalcanti


Luiz Nascimento Ferreira de Oliveira 


Priscila Rocha Milanez   


Renato Flavio Costa Lindozo   

Thiago Miranda


Thomas Goldfinger Silva   

Nota: informamos que a lista foi alterada devido à desclassificação de participantes que não cumpriram normas do regulamento.


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Completa o time de músicos que participarão da homenagem a João Bosco na cerimônia do Prêmio da Música Brasileira o artista mineiro Mauricio Tizumba. Com o grupo Meninos de Minas, interpreta ‘Benguelê’.

Na música e nas artes cênicas, Tizumba explora elementos afro-brasileiros. Tanto que, em sua música, há grande influência do congado. Nesta atmosfera também está o grupo percussivo Meninos de Minas – do qual é padrinho - que o acompanhará no Theatro Municipal. A Tizumba, cabe mostrar as raízes africanas que também estão tão presentes na música de Bosco.

Confira a seguir todas as apresentações na cerimônia do 23º Prêmio da Música Brasileira:

Tizumba – ‘Benguelê’

 Ney Matogrosso – ‘O
Cavaleiro e os Moinhos’

Ivete Sangalo – ‘Corsário’

Alcione – ‘Quando o Amor Acontece’

Criolo – ‘De Frente pro Crime’

Mônica Salmaso e Renato Bráz – ‘Sinhá’

Arlindo Cruz e Mariene de Castro – ‘Nação’

Zé Renato – ‘Bodas de Prata’

Zeca Baleiro e Blubell – ‘Miss Suéter’

Zélia e Milton Nascimento – ‘Dois pra Lá, Dois pra Cá’

Zeca Pagodinho e Gaby Amarantos – ‘Coisa Feita’ e ‘Incompatibilidade
de Gênios’

João Bosco – ‘O Bêbado e o Equilibrista’, ‘O Mestre Sala dos
Mares’, ‘Desenho de Giz’ e ‘Papel Machê’.

 


Minas Gerais, a música e a amizade aproximam Milton Nascimento e João Bosco. Milton falou sobre a sua relação com o homenageado do Prêmio da Música Brasileira e aproveitou para contar casos, como quando Elis Regina encontrou João pela primeira vez.

Como já foi o homenageado na 9º Prêmio da Música Brasileira, Milton aproveitou para dar um conselho a João Bosco, a partir da sua experiência. Descubra a seguir:

Também na cerimônia do Prêmio Milton poderá mostrar o seu carinho por João: ele cantará com Zélia Duncan 'Dois pra lá, dois pra cá'. 


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Nesta terça (22), João Bosco e Murilo Rosa gravaram os comerciais para a turnê do Prêmio da Música Brasileira em estúdio em Santa Teresa, no Rio de Janeiro.

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João chegou cedo ao estúdio para gravar o convite ao público de cada cidade por onde passará a turnê. Na estrada, João seguirá com Leila Pinheiro e Mariana Aydar. E na trilha sonora do vídeo, um hit do músico! 

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Depois, chegou Murilo Rosa, que gravou os textos para as chamadas. Ele já pode ser considerado um veterano em turnê! É o segundo ano que apresenta a festa.

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A turnê do Prêmio da Música Brasileira cruzará oito cidades. Começa em 19 de junho em São Luís, no Maranhão, e passa por Paraupebas (PA), Belém (PA). Vitória (ES), Itabira (MG), Belo Horizonte (MG), Corumbá (MS) e São Paulo. Confira todas as datas aqui!


Um dos maiores clássicos da parceria João Bosco & Aldir Blanc é “O Bêbado e a Equilibrista”. Mais do que um clássico, essa música  foi um hino. Um hino do Brasil na época da ditadura e da anistia. “Com ela, a música popular soube encarnar como absoluta perfeição o momento histórico”, já disse Geraldo Carneiro.  “Em uma certa hora aquela música cai na mão da Elis Regina e ela se apaixona. Quando ela grava está completamente possuída por aquela música, já não nos pertence”, já disse João Bosco. E no palco do Theatro Municipal, é o próprio João Bosco quem cantará.

Lançada em 1978, a música tem forte teor político. Mas surgiu, na verdade, como um desejo de João Bosco homenagear Charles Chaplin. Chaplin tinha morrido no Natal de 1977.  “Estava em Minas, naquelas festividades de Natal e Ano Novo, e as pessoas entrando já no clima carnavalesco. Comecei a querer fazer no violão algo que ligasse o Chaplin àquele momento musical brasileiro, carnavalesco”, disse João numa entrevista. “Todos sentiram muito porque ele divertiu muito e de maneira incomum. Tratando os temas eminentemente humanos e se posicionando dentro desses temas a favor dos miseráveis, do vagabundo. Mas com uma alegria, algo invejável, e no final dos filmes havia sempre um horizonte onde você podia chegar a pensar em um dia viver em um mundo diferente. Não tão desfavorecido como este”, explicou.  “Mas ele fazia de uma maneira muito bonita. Eu ligava muito o Chaplin ao sorriso, tem uma música que ele compôs, Smile, que eu acho belíssima, ele também tinha uma inspiração musical. Comecei a querer fazer no violão algo que ligasse o Chaplin àquele momento musical brasileiro, carnavalesco, desenvolvendo uma linha a partir do sorriso dele, a partir de Smile. Se você pegar a linha de “O Bêbado e a Equilibrista” vai dar no Smile”.

Vale escutar 'Smile' para perceber a homenagem:

A letra é cheia de referências, a começar ao próprio Charles Chaplin. "Caía a tarde feito um viaduto.. E um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos...", diz a letra. O viaduto, no caso, era o Paulo de Frontin, no Rio de Janeiro, que desabou em 1971 deixando 29 mortos. O momento político do Brasil é lembrado várias vezes, em metáforas ou em menções como “Choram Marias e Clarisses” . As Marias e Clarices eram as viúvas dos presos políticos, representadas na letra pela Maria, mulher de Manuel Fiel Filho, e pela Clarisse, de Vladimir Herzog: os dois morreram nos porões do DOI-CODI. 

É um “Brasil que sonha... com a volta do irmão do Henfil”, o sociólogo Herbert de Souza  - Betinho – que estava exilado.  "O que é bacana nessa música é que ela não nasceu ligada ao tema", disse Aldir Blanc. "Casualmente, encontrei o Henfil e o Chico Mário, que só falavam do mano que estava no exílio. O papo com o Chico e o Henfil me deu um estalo. Cheguei em casa, liguei para o João e sugeri que criássemos um personagem chapliniano, que, no fundo, deplorasse a condição dos exilados". 

A canção foi um sucesso arrebatador. "A música foi cantada pela primeira vez, pela Elis, num programa em São Paulo. No dia seguinte, estava estourando em todo o Brasil e ainda nem tinha sido gravada", disse Aldir.

'O Bêbado e a Equilibrista' também revela as relações de amizade de João e Aldir - que, próximos de Henfil, se aproximaram mais de Elis. “Meu primeiro disco gravado, que eu dividi um lado com o Tom Jobim, foi uma idéia do Pasquim, com produção do Sérgio Ricardo. Então, como o Aldir também colaborava com o jornal, nós freqüentávamos a redação e era comum estarmos com Henfil, Sérgio Cabral, Ziraldo, Millôr... Depois, estreitei mais ainda as relações com o Henfil em função da aproximação dele com a Elis Regina, que era uma grande intérprete das nossas canções. E isso tudo gerou “O Bêbado e a Equilibrista”. É  uma canção que celebra toda essa amizade: a minha, do Aldir, da Elis e do Henfil, com o Brasil", conclui Bosco.

Ouça 'O Bêbado e a Equilibrista' na voz de Bosco:

E na clássica interpretação de Elis Regina:


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Atenção turma! 23 de maio é o último dia para participar do Prêmio Vale Cantar João! É sua oportunidade de mostrar seu talento, homenagear um dos grandes nomes da nossa música e ainda receber o prêmio durante a cerimônia do PMB, no Palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Para concorrer é simples. Grave sua interpretação em vídeo de uma das canções deste grande ícone da Música Brasileira, publique no Youtube e envie o link para nós. Lembrando que não aceitamos videoclipe: o candidato deve estar cantando a canção no momento da gravação. Você também não pode concorrer se tiver discos gravados. Veja o passo-a-passo: 

Até o dia 23 de maio os participantes enviam seus vídeos postados no Youtube através do formulário de inscrição. O material enviado será avaliado pelos organizadores. No dia 25 de maio, serão divulgados os vídeos pré-selecionados.

De 25 de maio a 03 de junho, o público e mais dois jurados do Prêmio da Música Brasileira vão votar nos melhores vídeos. 

No dia 06 de junho, serão anunciados os três finalistas. Os indicados irão à cerimônia de entrega do Prêmio da Música que será realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no dia 13 de junho. Veja o regulamento completo aqui.

Para aqueles que ainda estão escolhendo a música, o maestro e arranjador João Carlos Coutinho tem dicas importantes! E se você já fez a escolha do repertório e está pronto para gravar seu material, a designer Olivia Ferreira, diretora de arte da produtora Radiográfico, conta como caprichar na produção e gravação do vídeo – veja aqui as dicas

É só escolher uma canção e soltar a voz! Não perca esta ótima oportunidade de mostrar o seu talento! 


Apresentar o Prêmio da Música Brasileira é uma honra, além de uma grande responsabilidade. Esse ano, quem vai comandar a noite de premiação do 23º Prêmio da Música Brasileira serão duas mulheres: Luana Piovani e Zélia Duncan. 

É um privilégio subir no mítico palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e apresentar para uma platéia cheia de artistas da nossa música. E Zélia e Luana compartilharam com a gente a emoção e a expectativa de apresentar esta festa. 

Para Luana Piovani, será "uma experiência inesquecível":

E, para Zélia Duncan, "tudo que tem voz me interessa".

 


Um clássico do repertório de João Bosco, explicado pelo próprio. Assista a seguir a vídeo aula de 'De frente pro crime', em que Bosco ensina o passo a passo no violão para tocar a música. 

Essa aula também é cheia de histórias. Bosco aproveita para explicar o contexto em que surgiu a canção e o que incrementou na versão original. 

Veja a partitura, e baixe em alta resolução a primeira e a segunda parte!

 

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221 Extra, extra! Conheça os finalistas da 23ª edição do Prêmio da Música Brasileira!

Os vencedores de cada categoria serão anunciados no dia 13 de junho, na cerimônia no Theatro Municipal do Rio de Janeiro! Agora é só torcer!

FINALISTAS PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA 2012

CATEGORIA: ARRANJADOR

Dori Caymmi - álbum ‘Urubupeba’, de Antonio Carlos Bigonha
Gilson Peranzzetta - álbum ‘Iluminado’, de Dominguinhos
Mario Adnet - álbum ‘+ Jobim Jazz’, de Mario Adnet

CATEGORIA:  MELHOR CANÇÃO

‘Arrasta a Sandália’. Compositores: Dayse do Banjo e Luana Carvalho. Intérpretes: Beth Carvalho e Zeca Pagodinho, em ‘Nosso Samba Tá Na Rua’
‘Sinhá’. Compositores: João Bosco e Chico Buarque. Intérpretes: Chico Buarque e João Bosco, em ‘Chico’
‘Zoeira’. Compositores: Moacyr Luz e  Hermínio Bello de Carvalho. Intérprete: Áurea Martins, em ‘Depontacabeça’

CATEGORIA: PROJETO VISUAL

Dalua e Mestre Maurão - álbum ‘O Samba de Roda de Dalua e Mestre Maurão’. Projeto: Gringo Cardia
Herbert Lucena - álbum ‘Não Me Peçam Jamais Que Eu Dê De Graça Tudo Aquilo Que Eu Tenho Para Vender’. Projeto: Evandro Borel
João Parahyba -  álbum ‘O Samba no Balanço do Jazz’. Projeto: Bijari

CATEGORIA: REVELAÇÃO

Criolo
Filipe Catto
Herbert Lucena

CATEGORIA: CANÇÃO POPULAR

MELHOR ÁLBUM

‘Cauby Ao Vivo – 60 Anos de Música’, de Cauby Peixoto. Produtor: Thiago Marques Luiz
‘Eu Voltei’ , de Angela Maria. Produtor: Thiago Marques Luiz
‘Duas Faces - Jam Session’ , de Alcione. Produtor: Alexandre Menezes

MELHOR DUPLA

Bruno & Marrone / ‘Juras de Amor’
Chitãozinho & Xororó / ‘Sinfônico 40 anos’
Rionegro & Solimões / ‘Virou Festa!'

MELHOR GRUPO

Banda Calypso / ‘Meu Encanto Vol.16’
Banda Signus / ‘Em Busca de Você’

MELHOR CANTOR

Agnaldo Timóteo / ‘A Força da Mulher’
Cauby Peixoto / ‘Cauby Ao Vivo – 60 Anos de Música’
Fábio Jr. / ‘Íntimo‘

MELHOR CANTORA

Alcione / ‘Duas Faces – Jam Session’
Angela Maria / ‘Eu Voltei’
Célia / ‘Outros Românticos’

CATEGORIA: INSTRUMENTAL

MELHOR ÁLBUM

‘Iluminado’, de Dominguinhos. Produtor: Zé Américo Bastos
‘Mafuá’, de Yamandu Costa. Produtor: Peter Finger
‘The Art of Samba Jazz’, de Dom Salvador Sextet. Produtor: Dom Salvador

MELHOR SOLISTA

Dominguinhos / ‘Iluminado’
Hamilton de Holanda / ‘Brasilianos 3’
Yamandu Costa / ‘Mafuá’

MELHOR GRUPO

Dom Salvador Sextet / ‘The Art of Samba Jazz’
Quinteto Villa-Lobos / ‘Ernesto Nazareth’
Zimbo Trio / ‘Autoral’

CATEGORIA: MPB

MELHOR ÁLBUM

‘Chico’, de Chico Buarque. Produtor: Luiz Claudio Ramos
‘É Luxo Só’, de Rosa Passos. Produtores: Renata Borges e Luiz Felipe Caetano
‘Poesia Musicada’, de Dori Caymmi. Produtor: Dori Caymmi

MELHOR GRUPO

5 a seco / ‘Ao vivo no Auditório Ibirapuera’
Passo Torto / ‘Passo Torto’
Quarteto Primo / ‘Dorival’

MELHOR CANTOR

Cauby Peixoto / ‘A Voz do Violão’
Dori Caymmi / ‘Poesia Musicada'
Filipe Catto / ‘Fôlego’

MELHOR CANTORA

Áurea Martins / ‘Depontacabeça’
Mônica Salmaso / ‘Alma Lírica Brasileira’
Rosa Passos / 'É Luxo Só'

CATEGORIA: POP/ROCK/REGGAE/HIPHOP/FUNK

MELHOR ÁLBUM

‘Nó na Orelha’, de Criolo. Produtores: Marcelo Cabral e Daniel Ganjaman
‘Tempo de Menino’, de Pedro Luis. Produtores: Rodrigo Campello e Jr. Tostoi
‘Todo Dia é o Fim do Mundo’, de Lula Queiroga. Produtores: Lula Queiroga e Yuri Queiroga

MELHOR GRUPO

Agridoce / ‘Agridoce’
Graveola e o Lixo Polifônico / ‘Eu Preciso de Um Liquidificador’
Mundo Livre S/A / ‘Novas Lendas da Etnia Toshi Babaa’

MELHOR CANTOR

Caetano Veloso / ‘Zii e Zie ao Vivo’
Criolo / ‘Nó na Orelha’
Seu Jorge / ‘Músicas para Churrasco Vol.1’

MELHOR CANTORA

Gal Costa / ‘Recanto’
Marisa Monte / 'O que Você quer Saber de Verdade'
Zélia Duncan / ‘Pelo Sabor do Gesto – Em Cena’

CATEGORIA: REGIONAL

MELHOR ÁLBUM

‘Na Eira’, de Ponto Br. Produtor: André Magalhães
‘Não Me Peçam Jamais Que Eu Dê De Graça Tudo Aquilo Que Eu Tenho Para Vender’, de Herbert Lucena. Produtores: Herbert Lucena e Alexandre Rasec
‘Samba de Latada Ao Vivo’, de Josildo Sá & Paulo Moura. Produtores: Wagner Santos e Josildo Sá

MELHOR DUPLA

César Oliveira & Rogério Melo / ‘Rio-Grandenses (Volume I – Histórico e Volume II - Convidados)'
Kleuton e Karen / 'Genuinamente Caipira’
Luiz Augusto & Amauri Garcia / ‘Meu Interior’

MELHOR GRUPO

Pé de Mulambo / 'Segura Essa Munganga Aí, Menino!'
Ponto Br / ‘Na Eira’
Quinteto Violado / '40 anos’

MELHOR CANTOR

Chico Teixeira / ‘Mais Que o Viajante'
Herbert Lucena / 'Não Me Peçam Jamais Que Eu Dê De Graça Tudo Aquilo Que Eu Tenho Pra Vender'
Silvério Pessoa / ‘Collectiu – Encontros Occitans’

MELHOR CANTORA

Kátya Teixeira / ‘Feito de Corda e Cantiga’
Roberta Nistra / ‘Roberta Nistra’
Socorro Lira / ‘Lua Bonita - Zé do Norte 100 anos’

CATEGORIA: SAMBA

MELHOR ÁLBUM

'Em Boas e Mais Companhias' , de Ivor Lancelotti. Produtor: Família Lancelotti
‘Fabiana Cozza’, de Fabiana Cozza. Produtor: Paulão 7 cordas
‘Nosso Samba Tá Na Rua’, de Beth Carvalho. Produtor: Rildo Hora

MELHOR GRUPO

Casuarina / 'Trilhos - Terra Firme'
Fundo de Quintal / 'Nossa Verdade'
Sururu na Roda / 'Se você me ouvisse - 100 Anos de Nelson Cavaquinho'

MELHOR CANTOR

Arlindo Cruz /  ‘Batuques e Romances’
Douglas Germano / ‘Orí’
Leandro Lehart / 'Ensaio de Escola de Samba'

MELHOR CANTORA

Aline Calixto / ‘Flor Morena’
Beth Carvalho / 'Nosso Samba Tá Na Rua'
Fabiana Cozza / ‘Fabiana Cozza’

FINALISTAS - ESPECIAIS

DVD

Caetano e Maria Gadú - ‘Multishow Ao Vivo’. Diretores: Gualter Pupo e Fernando Young
Chitãozinho & Xororó - ‘Sinfônico 40 anos’. Diretor: Cassio Amarante
Djavan - ‘Ária ao vivo’. Diretores: Gabriela Gastal e Gabriela Figueiredo

ÁLBUM LÍNGUA ESTRANGEIRA

‘Goodnight Kiss' - Delicatessen. Produtores: Beto Callage e Carlos Badia
‘Pure Gold’ - Boss in Drama. Produtor: Péricles Martins
‘Short Stories’ - Babi Mendes. Produtor: Flávio Medeiros

ÁLBUM ERUDITO

'Dvorak-Bruch' - OSESP- Antonio Carlos Meneses, Cláudio Cruz e John Neschling. Produtor: Uli Schneider
'Liszt: Harmonies Du Soir' - Nelson Freire. Produtor: Dominic Fyfe
'Tchaikovsky - Sinfonia Nº 5 - A Tempestade' - OSESP- Fabio Mechetti e John Neschling. Produtor: Uli Schneider

ÁLBUM INFANTIL

‘Crianceiras’ - Márcio de Camillo. Produtor: Márcio de Camillo
‘Embolada' - Rita Rameh e Luiz Waack. Produtores: Luiz Waack e Rita Rameh
‘Par ou Ímpar’ - Kleiton & Kledir. Produtores: Kleiton & Kledir

ÁLBUM PROJETO ESPECIAL

'Liebe Paradiso' - Celso Fonseca e Ronaldo Bastos. Produtor: Duda Mello
'O Samba Carioca de Wilson Baptista' - Vários artistas. Produtor: Rodrigo Alzuguir
'Panorama do Choro Paulistano Contemporâneo' - Vários artistas. Produtor: Sérgio Mendonça

ÁLBUM ELETRÔNICO

‘Incoming Jazz’ - Projeto CCOMA. Produtor: Projeto CCOMA
'Lá Onde Eu Moro' - João Hermeto. Produtor: João Hermeto
'New Perspective' - Gustavo FK. Produtor: Gustavo FK


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Foto: Leonardo Aversa / O Globo

João Bosco recebe a homenagem do Prêmio da Música Brasileira justamente no ano em que comemora quatro décadas de carreira. E, em entrevista ao jornal O Globo, ele falou sobre este marco ao comentar o lançamento do CD e DVD "40 anos depois".

E, ao falar do trabalho, fresquinho e cheio de participações - como a de Milton Nascimento, Chico Buarque, João Donato - ele perpassou fases da carreira lembrando músicas emblemáticas. Como 'Agnus Sei', sua canção de estreia - parceria com Aldir Blanc, lançada no "Pasquim" em 1972."É de Minas que vem meu lado de melancolia, de densidade, mais barroco. Isso está em 'Agnus sei'".

Ou a chegada ao Rio de Janeiro: "Em 'De frente pro crime', Aldir me apresenta o Rio, e eu mostro a ele como um mineiro vê aquilo". O encontro com a cidade, para João, é definitivo em sua música: "É outra ambientação, outro dia a dia, diferente de Minas. A melancolia mineira somada à descontração carioca é que vai formando esse mosaico da minha música. É a densidade, mas também a síncope, a alegria do samba, o suor da africanidade".

João também regravou 'Caça à raposa'. Sobre a canção, ele conta: "Quando Elis gravou, ela me disse: 'Hoje gravei uma música que me estimula a ir para a frente.' Só mais tarde entendi. É uma música que fala de recomeçar todo dia. Como as epidemias, a lua, as paixões, o fogo. É preciso recomeçar quando se apaixona e quando se queima. Na segunda parte, ela dá o impulso de que Elis fala. E quando chega na parte mais alta, lá em cima, recomeça-se, com o que você precisa lá embaixo. Quando canto "Caça à raposa", fico mais seguro'.

Longe de ser saudosista. João traz novas canções, e já cheias de história. É o caso de "Bom Tempo", de Chico Buarque. "Meu pai era tricolor, sou o primeiro filho homem depois de uma sequência de cinco mulheres. Lembro dele ouvindo jogos no rádio. E, obviamente, esperava que eu fosse tricolor. E acabei virando Flamengo por causa do Dida, que tinha um topete como o do Elvis. Eu achava que Elvis jogava no Flamengo! Um dia, jovem, fui num show aberto de Chico e ele cantou "Bom tempo" ("Satisfeito, a alegria batendo no peito/ O radinho contando direito/ A vitória do meu tricolor"). Pensei: 'É o filho que meu pai queria ter, um dia vou cantar essa para meu pai ficar mais feliz'".

João também elegeu dez músicas representativas da sua carreira. No vídeo que você assiste aqui ele comenta a importância de 'Agnus Sei', 'De frente pro crime', 'Ronco da cuíca', 'Bijuteria', 'Linha de passe', 'A nível de', 'Desenho de giz', 'Odilê Odilá', 'O bêbado e o equilibrista' e 'Papel machê'.

Para ler a matéria completa, clique aqui!


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É unâmine: a emoção do violão de João Bosco não passa despercebida por ninguém. Quem diz é Gilberto Gil, que neste vídeo conta a longa relação de amizade com o músico. Na entrevista, ele destaca os tantos talentos de Bosco, e conta também os bastidores da escolha do homenageado - Gil faz parte do Conselho do Prêmio da Música Brasileira. 

Assista a seguir:

 


O concurso Vale Cantar João Bosco está a todo vapor! Você tem até o dia 23 de maio para enviar o vídeo com a sua melhor interpretação de uma música do compositor. Na última semana falamos sobre como escolher a canção. Agora, o outro passo: quais são os cuidados que você deve ter na hora de produzir o seu vídeo? Confira as dicas da designer Olivia Ferreira, diretora de arte da produtora Radiográfico, para se sair bem na gravação.

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Equipamento em ordem

Antes de começar a gravar, cheque o seu equipamento. "No dia, observe se a sua bateria está carregada, ou se tem uma sobressalente", recomenda Olivia. Afinal, esta é uma situação clássica: você está a plenos pulmões e, de repente... Descobre que não estava filmando!

Observe a forma como a câmera está programada: se vai gravar em HD, ou se está captando o áudio corretamente. Faça um teste com a câmera, de preferência dias antes de gravar.

Estabilidade da câmera

Especialmente se for gravar sozinho o seu vídeo procure, antes de tudo, um lugar adequado para a câmera. "Tente deixar a câmera fixa. Se não tiver um tripé, coloque em um lugar estável". No entanto, se a sua proposta for fazer um vídeo com vários movimentos, não se deixe tolher pela câmera fixa. Use a sua criatividade!

Áudio

Todo o cuidado na hora de captar o áudio: afinal, você está gravando uma música! "Tente manter silêncio no ambiente", recomenda Olivia. "Se estiver em um local com mais pessoas e cômodos, peça a elas para manterem silêncio enquanto estiver gravando".

Preste atenção na luz

Quem pretende gravar em ambientes fechados deve ter cuidado redobrado com a luz. "Avalie bem o cenário, se está fazendo um bom contraste. Verifique a luz e acenda mais de uma. Pode pedir a ajuda de alguém para segurar um abajur, ou mesmo usar um rebatedor de luz branco - que pode ser uma cartolina ou até um lençol", lembra Olivia.

Figurino e maquiagem

Escolher a roupa e usar maquiagem não deve ser apenas uma preocupação feminina. Estes detalhes fazem diferença no vídeo final. "O principal na escolha do figurino é a pessoa, arrumada, fazer um teste no vídeo para ver se está funcionando", lembra Olivia.

Outro cuidado é sempre secar o suor no rosto, para a pele não brilhar no vídeo. "Uma dica é usar pó compacto, mesmo os homens. A pele mais fosca fica melhor no vídeo".

Ensaios

É fundamental! Ensaie várias vezes antes de gravar, para deixar a sua interpretação impecável!

Grave mais de uma vez

"É interessante ter mais de um take para escolher. Faça dois, ou três", diz Olivia. Assim, você tem opções e pode avaliar as que ficaram melhores.

Reserve tempo para gravar

Faça tudo com calma. Por isso, tente garantir uma tarde para a gravação - quatro horas, em média. "Com este tempo você pode cuidar do figurino e do cenário e gravar várias vezes". Quem nunca fez um vídeo, pode testar o melhor ângulo, por exemplo.


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Amigos se reuniram ao redor de João Bosco num sarau na noite desta terça-feira - uma aquecimento para a celebração do Prêmio Música Brasileira. E que amigos! Milton Nascimento, Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Zélia Duncan, Zé Renato, Lenine, Pedro Luís, Hamilton de Hollanda, Yamandu Costa, Leila Pinheiro e Ronaldo do Bandolim, Marcello Gonçalves e José Paulo Becker, do Trio Madeira.

Sim,  uma noite de músicos tendo como anfitrião o criador do prêmio Zé Maurício Machline. Também estavam lá o cenógrafo Gringo Cardia e  a fotógrafa Analu Prestes (cujas fotos serão o cenário desse ano), os apresentadores Luana Piovanni e Murilo Rosa e, claro, a família de João: sua mulher Ângela, a filha cantora Julia Bosco,  a nora Antônia Pellegrino – grávida de Iolanda, a primeira neta do compositor – e o filho Francisco, que será o roteirista do prêmio. “Se não fosse eu, matava o Zé Maurício”, brincou ele. 

Gilberto Gil – que é do conselho - contava como o nome do homenageado vinha sendo cogitado há muito tempo. Mas João, que também é do conselho, tentava se esquivar. “Mas foi unânime. E ele vai ser o homenageado, ainda que tentasse evitar”.

As apresentadoras Zélia Duncan e Luana Piovanni começaram, no sarau mesmo, a parceria e já combinavam alguns truques para a noite do prêmio. E Lenine,  Murilo Rosa e Zélia contavam como tinha sido a experiência da turnê para Leila Pinheiro, que está no elenco do giro deste ano. “A gente se divertiu, se emocionou. Foi especial”.

Também estavam lá companheiros que não poderiam faltar: violões. A noite terminou com um verdadeiro recital, com Trio Madeira, Hamilton e Yamadu. Lá pelas tantas, José Paulo Becker entregou o instrumento nas mãos do homenageado e sugeriu o que todos desejavam: “Vamos lá, João..”. Como esse tal de João Bosco mora dentro da casca do seu violão, ele não resistiu e a música rolou madrugada adentro. Uma noite onde o homenageado homenageou todos os presentes. Entre as canções da roda,  'Sinhá', que você assiste a seguir:


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Ao longo de sua carreira, João Bosco fez parcerias com grandes nomes da música, mas uma delas é especial: a com Clementina de Jesus. E esse encontro marcou a trajetória musical de João Bosco, que não esconde a influência de Clementina na sua entonação de voz. 

“Quando eu encontro a Clementina, acho que, na verdade, ela pega a varinha mágica dela e faz aquilo tudo vir à tona de forma muito explícita – às vezes, coisas que eu tinha dentro, mas que ainda não haviam saído; que eu ainda não havia expressado musicalmente”, disse ele em entrevista. “Clementina vem e permite que isso tudo venha à tona”.

Clementina começou sua carreira artística muito tarde, aos 63 anos, porém deixou seu nome na história da MPB com um timbre de voz inconfundível e singular. A trajetória dos dois se cruzou em 1976, no espetáculo em Seis e Meia, que tinha como ideia reunir duas grandes atrações em um show a preços populares. O dueto entre Clementina e Bosco foi um dos mais aclamados pela crítica musical da época, e eleito um dos melhores espetáculos de 1976.  “Saímos em turnê e ficamos um ano viajando. Foi aí que comecei a incorporar de verdade os fonemas de origem afro. Tudo vem dela”, disse João. No ano seguinte, eles fazem juntos o projeto Pixinguinha.

No roteiro do Pixinguinha., inúmeras parcerias de João e Aldir Blanc – “Incompatibilidade de Gênios”, “Dois pra Lá, Dois pra Cá”, “Latin Lover”, “Miss Suéter”, “Kid Cavaquinho”, “Bala com Bala”, “Rancho da Goiabada”,” De Frente pro Crime”, “Ronco da Cuíca, “O Mestre-Sala dos Mares. O show contava ainda com “Marinheiro Só” (Caetano Veloso), “Vai Saudade” (Candeia), “Abaluaiê “ (Waldemar Henrique), “Iaô” (Pixinguinha e Gastão Vianna),  “Não Quero mais Amar a Ninguém” ((Zé Da Zilda, Cartola e Carlos Cachaça), ““Mulato Calado” (Wilson Baptista, Marina Baptista e Benjamim Baptista Coelho),  Sei lá Mangueira”( Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho), “Heróis da Liberdade” (Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola e Manuel Ferreira), “Você me Balançou “(Xangô), “Madrugada” (Antonio Mota e B. Miranda) e “Me dá Meu Boné “ (Padeirinho) . Você pode escutar trechos delas aqui.

Em documentário sobre Clementina, João diz que “ela nos liga aos nossos antepassados, com o que temos de mais antigo em nossa história.” E mais: os sons que ela emitia não davam para ser escritos, a coisa era muito oral. Ela extraiu de mim coisas que não sabia que eu tinha mas que havia herdado geneticamente dos meu antepassados". 

Escute a versão de Clementina para "Incompatibilidade de Gênios':


A cerimônia do Prêmio da Música Brasileira no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no dia 13 de junho, conta com mais participações especialíssimas.  Desta vez, Milton Nascimento e Zélia Duncan interpretam um clássico de João Bosco, "Dois pra lá, dois pra cá". 

Um dos gênios da nossa música, com 50 anos de estrada, Milton Nascimento é contemporâneo a João. Os dois compartilharam, como intérprete ilustre de suas músicas, Elis Regina. João e Milton também cresceram nas Minas Gerais dos anos 50 e 60. Em seu recente disco, '…E a gente sonhando', lançado em 2010, Milton recria a atmosfera mineira, e escolhe para integrar o repertório 'Flor de Ingazeira', parceria de João com o filho, Francisco.

E, no palco do Prêmio da Música Brasileira, Milton já se sente a vontade. Além de ter conquistado diversos prêmios, ele próprio já foi o homenageado na 9ª edição, em 1995. 

A seguir, você escuta 'Caça à Raposa' na voz de Milton:

Sua parceira no palco, Zélia Duncan, é também a apresentadora desta edição do Prêmio da Música Brasileira, ao lado de Luana Piovani. Ela encontrou João Bosco em outra ocasião do Prêmio - em 2000, para homenagear Clara Nunes. Cantaram juntos "Nação" - você assiste ao encontro no vídeo a seguir, que reúne os melhores momentos da premiação.


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Ele é o grande homenageado da 23ª edição do Prêmio da Música Brasileira. E cantará grandes sucessos no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no dia 13 de junho! João Bosco escolheu cantar nesta festa "O Bêbado e o Equilibrista", "O Mestre-Sala dos Mares", além de "Desenho de Giz" e "Papel Machê" - que serão apresentadas em um único número.

Vale relembrar as canções na voz de João. Confira a seguir:

"O Bêbado e o Equilibrista":

"O Mestre-Sala dos Mares"

"Desenho de Giz":

"Papel Machê":


Mais artistas cantam João Bosco na 23ª edição do Prêmio da Música Brasileira! Em em bloco de apresentações, Zé Renato interpreta 'Bodas de Prata', enquanto Zeca Baleiro e a novata Blubell fazem um dueto em 'Miss Suéter'.

Em seu último trabalho, Zé Renato passou pela obra de João Bosco,  no disco 'Papo de passarim', feito em parceria com Renato Bráz - outro que se apresentará no Prêmio. Gravaram “Kid Cavaquinho" e ”De frente pro crime”, duas composições de João Bosco e Aldir Blanc. Zé Renato também é um velho conhecido do Prêmio da Música Brasileira. No trabalho solo, ganhou na categoria melhor cantor em 2009 além de ter conquistado, com o grupo Boca Livre, prêmios em 1994 e 1998.

Veja Zé Renato em "Papel Machê":

Já inédito é o encontro de Zeca Baleiro e Blubell no palco. Também será a primeira vez que a cantora estará no Prêmio da Música Brasileira. A paulista, que se chama Bel Garcia, conquista o seu espaço. Com dois discos lançados, o último, "Eu sou do tempo em que a gente se telefonava" está entre os pré-selecionados a esta edição do Prêmio da Música Brasileira.

Para conhecer Blubell:

Em contraste, um veterano na música e na premiação: Zeca Baleiro. Revelado em 1998 no Prêmio Sharp, ganhou em 2010 na categoria melhor disco. O cantor também tem a sua gravação de João Bosco. Participou do Songbook do compositor na canção "Das Dores de Oratórios".

Fique com um pouquinho de Zeca Baleiro:

Tem mais artistas e ótimas músicas nesta apresentação! Descubra em breve!


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Você quer mostrar todo o seu talento no concurso "Vale Cantar João Bosco", mas não sabe por onde começar? A primeira providência é escolher a música! 

Enquanto esta tarefa é simples para algumas pessoas, outras se vêem numa dúvida: vale a pena escolher uma música muito conhecida ou investigar o repertório de João Bosco para pescar uma pérola que passou despercebida pelo grande público? Pedimos a opinião do maestro e arranjador João Carlos Coutinho, responsável pelo espetáculo da cerimônia do Prêmio da Música Brasileira. 

"Eu acho que [é interessante escolher] as consagradas, mas depende muito", pondera João Carlos. "As consagradas você realmente tem que caprichar". Ou seja: uma música conhecida pode ser uma boa escolha para cantar no concurso. Mas, por ter certamente tantas gravações, tem que sobressair!

Outra preocupação comum do calouro é se a música combina com ele, cabe na sua voz, e se será capaz de interpretá-la com maestria. Para João Carlos, estas questões são subjetivas. "Primeiro, você tem que gostar da música, da poesia. As outras questões são irrelevantes, você pode adaptar".

Escolhida a música, vêm os arranjos. E, se entre os quesitos do prêmio estão originalidade e criatividade, por que não imprimir o seu estilo na canção? Para o arranjador, pode dar certo se for coerente: "acho que vale a pena ser criativo. Porém, tem que ter um equilíbrio, a concepção do que está propondo", enfatiza.

Com as dicas na mão, é hora de vasculhar, escolher a música de João Bosco mais representativa para você, treinar bastante e começar a gravar! Você pode enviar o seu vídeo até 23 de maio! Visite a página do concurso para mais informações. E boa sorte!


Leila Pinheiro e Mariana Aydar cantarão com João Bosco na turnê do 23º Prêmio da Música Brasileira. Os shows acontecerão em oito cidades brasileiras: São Luís (MA), Paraupebas (PA), Belém (PA), Vitória (ES), Itabira (MG),  Belo Horizonte (MG), Corumbá (MS) e São Paulo (SP).

As mulheres que cantam com João Bosco são na música brasileira expoentes de suas gerações. E também já cruzaram com o homenageado. 

Leila Pinheiro, que despontou na década de 1980, foi prestigiada ao longo da carreira em diversas premiações - inclusive no Prêmio da Música Brasileira, no qual ganhou, na 10º edição, o prêmio de Melhor Música na categoria MPB com "Chá de Panela". A obra de Bosco é familiar. Já gravou canções - como "Quando o amor acontece" e "Indeciso coração". 

Em tributo aos 40 anos de parceria de João Bosco e Aldir Blanc, "Dois pra lá, dois pra cá", realizado em 2010, Leila cantou "Agnus Sei", que você assiste a seguir: 

Mariana Aydar completa o trio. A cantora é uma das ótimas revelações da nova geração da MPB. Na carreira há 12 anos, a paulistana tem três discos lançados e uma série de parcerias no currículo - inclusive com João Bosco. Também não é a primeira vez que a cantora sobe ao palco com um homenageado do Prêmio da Música Brasileira. Ela participou da festa a Dona Ivone Lara, em 2010.